A apresentar mensagens correspondentes à consulta public spaces ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta public spaces ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

21 julho 2008

Public Spaces/Espaços Públicos - 003*


Em Genebra, Suiça, duas situações urbanas interessantes: um pequeno café com esplanada e uma pequena praça com uma solução criativa de iluminação.
+++ Public spaces

30 julho 2008

Public Spaces/Espaços Públicos 004* - Paris


Fonte Stravinsky ou Fontaine des automates na Praça do Centre Georges Pompidou em Paris.
Ali mesmo ao lado do Centre Georges Pompidou fica um dos espaços públicos mais interessantes da cidade de Paris. Entre a estrutura tecnológica do Museu e a configuração oitocentista da típica Paris, esta fonte, com obras de Niki de Saint-Phalle e de Jean Tinguely, oferece e proporciona um momento único. Sentamo-nos ou deitamo-nos no banco que delimita a fonte e deliciamo-nos com os pequenos objectos (lábios, sereias, corações, elefantes) sempre em movimento e sempre a lançar água. Há qualquer coisa de quase naif nesses objectos que flutuam sobre a água, mas que nos obrigam a demorar lentamente por ali. Essa é, talvez, a grande virtude de um espaço público: na nossa errância permanente e distraída pela cidade, existir algo que nos detenha, que nos obrigue a demorar num lugar e sentir então que fazemos parte de uma cidade.

14 julho 2008

Public Spaces/Espaços Públicos 002* - Em casa ou na rua?


Berlin, Mitte, Kastanienallee, café 'O Galão'
Berlin, MItte, Torstrasse, café-bar 'Perlweiss'

Duas imagens, uma delas de um café português em Berlim, duas formas criativas de ocupar e de utilizar o espaço público e sobretudo a rua. A rua não é só um local de passagem, um local sombrio e transitório, é um território essencial da cidade, tudo se passa na rua. Ela é a montra de cada um dos sítios: cafés, bares, lojas. O passeio, serve para isso mesmo, servir de transição e contacto entre interior e exterior, entre o privado e o público. Mesmo durante o inverno, há livros cá fora, roupas, cadeiras, um sofá...
Essa ocupação cria uma diversidade de acontecimentos na paisagem urbana da cidade, cria um ritmo, uma densidade temporária flexível importantissima para dar uma escala humana e acolhedora.
Estratégias cool ou sítios alternativos diriam alguns. Eu digo, estratégias de criação de espaço, estratégias para uma experiência da cidade mais humanizada, descontraída, intensa. Estratégias que transformam ruas desertas em lugares. Ruas domesticadas, ruas que são como casas. Lugares para se ler um livro, beber um café, encontrar alguém, talvez inesperadamente. E depois ouvir os ruídos da cidade, as pessoas que passam, um pássaro...
#Pedro Bismarck

07 julho 2008

Public Spaces/Espaços Públicos 001*


[Berlin, Kreusberg, berlinischegalerie, maio 2005]

Um dos grandes problemas do Porto é a falta de qualidade de muitos dos espaços públicos. Aqui ficam exemplos de cidades que muito cedo perceberam que interior e exterior, praça e logradouro, casa e rua não são coisas diferentes, mas fazem parte da mesma irreparável e inseparável substância: a cidade. Exemplos para aprender, para ver e para quem sabe, utilizar!
O primeiro mapa, é este pequeno espaço que dá acesso à Berlinischegalerie. Marcando uma complicada transição entre rua, interior de quarteirão e entrada de um equipamento público, este espaço serve de foyer exterior do edifício da galeria e cumpre de forma assinalável a sua função. Não foram precisos materiais excessivamente caros, a superficie é em alcatrão, para conferir uma maior dignidade ao lugar. A intervenção artística sobre o chão ajuda a marcar o momento de excepção do espaço em questão. Acima de tudo há uma certa urbanidade e simplicidade da solução.
Quantos espaços públicos no Porto foram pensados [das mais recentes intervenções] utilizando uma solução que apostasse numa intervenção artística? Poucas.
O segredo deste pequeno espaço é, como de muitos outros em Berlim, simpes: materiais baratos e muita criatividade! Parece-me que aqui, em Portugal, exceptuando raras vezes, é exactamente ao contrário. Incluindo rotundas...mas aí é a perversão total daquilo a que se chama arte pública.
#Pedro Bismarck