23 julho 2008

Architect's guide - Herança Le Corbusier


ARQ./A - HERANÇA LE CORBUSIER
com Nuno Portas e Luís Santiago Baptista
[Clube Literário do Porto, 25 de Julho, sexta-feira, 18h30]

No Clube Literário do Porto, a revista arq./a apresentará o seu mais recente número, uma edição dupla especialmente dedicada à herança de Le Corbusier. A apresentação da revista estará a cargo de Luís Santiago Baptista, director da arq./a. A reflexão sobre a herança de Le Corbusier estará a cargo do arquitecto Nuno Portas.
Organização: Circo de ideias - Associação Cultural
Parceria: Clube Literário do Porto Rua Nova da Alfândega, 22 t. 222 089 228

21 julho 2008

Public Spaces/Espaços Públicos - 003*


Em Genebra, Suiça, duas situações urbanas interessantes: um pequeno café com esplanada e uma pequena praça com uma solução criativa de iluminação.
+++ Public spaces

14 julho 2008

Public Spaces/Espaços Públicos 002* - Em casa ou na rua?


Berlin, Mitte, Kastanienallee, café 'O Galão'
Berlin, MItte, Torstrasse, café-bar 'Perlweiss'

Duas imagens, uma delas de um café português em Berlim, duas formas criativas de ocupar e de utilizar o espaço público e sobretudo a rua. A rua não é só um local de passagem, um local sombrio e transitório, é um território essencial da cidade, tudo se passa na rua. Ela é a montra de cada um dos sítios: cafés, bares, lojas. O passeio, serve para isso mesmo, servir de transição e contacto entre interior e exterior, entre o privado e o público. Mesmo durante o inverno, há livros cá fora, roupas, cadeiras, um sofá...
Essa ocupação cria uma diversidade de acontecimentos na paisagem urbana da cidade, cria um ritmo, uma densidade temporária flexível importantissima para dar uma escala humana e acolhedora.
Estratégias cool ou sítios alternativos diriam alguns. Eu digo, estratégias de criação de espaço, estratégias para uma experiência da cidade mais humanizada, descontraída, intensa. Estratégias que transformam ruas desertas em lugares. Ruas domesticadas, ruas que são como casas. Lugares para se ler um livro, beber um café, encontrar alguém, talvez inesperadamente. E depois ouvir os ruídos da cidade, as pessoas que passam, um pássaro...
#Pedro Bismarck

09 julho 2008

Homeless houses - Rua da Galeria de Paris 015*


[zoom in]
Uma das mais belas ruas do porto! E basta ver com atenção para perceber porquê! Ainda assim grande parte dos imóveis continuam desabitados ou abandonados.

Não se percebe realmente. A culpa não é só do mercado! Não acredito que não existam pessoas que não queiram viver aqui ou mesmo trabalhar. Quem tem não quer deixar de ter, mas também não investe, nem deixa investir. Depois um dia cai....Final pouco feliz!
No discurso à volta do recente incêndio na Avenida da Liberdade, presidente de câmara e juntas de freguesua diziam satisfeitos e tranquilos que não havia problema: há um plano de evacuação de incêndios, há corporações de bombeiros, planos de protecção civil. Mas ninguém falou de um plano generalizado de recuperação e de reabilitação. A maior parte nem sequer sabe qual o número exacto de imóveis abandonados da sua própria freguesia. Fazem-se planos de protecção civil, isso está tudo preparado. Mas e planos de recuperação? Planos de reabilitação, cadastros, soluções, hipóteses que juntem outra entidades públicas como Universidades? Isso está por fazer. E isto é que tem de ser feito ou continuaremos na lógica da 'casa roubada, trancas à portas'. E depois é tarde de mais...
+++ homeless houses

07 julho 2008

Public Spaces/Espaços Públicos 001*


[Berlin, Kreusberg, berlinischegalerie, maio 2005]

Um dos grandes problemas do Porto é a falta de qualidade de muitos dos espaços públicos. Aqui ficam exemplos de cidades que muito cedo perceberam que interior e exterior, praça e logradouro, casa e rua não são coisas diferentes, mas fazem parte da mesma irreparável e inseparável substância: a cidade. Exemplos para aprender, para ver e para quem sabe, utilizar!
O primeiro mapa, é este pequeno espaço que dá acesso à Berlinischegalerie. Marcando uma complicada transição entre rua, interior de quarteirão e entrada de um equipamento público, este espaço serve de foyer exterior do edifício da galeria e cumpre de forma assinalável a sua função. Não foram precisos materiais excessivamente caros, a superficie é em alcatrão, para conferir uma maior dignidade ao lugar. A intervenção artística sobre o chão ajuda a marcar o momento de excepção do espaço em questão. Acima de tudo há uma certa urbanidade e simplicidade da solução.
Quantos espaços públicos no Porto foram pensados [das mais recentes intervenções] utilizando uma solução que apostasse numa intervenção artística? Poucas.
O segredo deste pequeno espaço é, como de muitos outros em Berlim, simpes: materiais baratos e muita criatividade! Parece-me que aqui, em Portugal, exceptuando raras vezes, é exactamente ao contrário. Incluindo rotundas...mas aí é a perversão total daquilo a que se chama arte pública.
#Pedro Bismarck